Professora pode ter sido morta pelas costas em Bom Conselho
O exame tanatoscópico que está sendo aguardado pela Polícia Federal e foi
realizado no corpo da professora Alexandra Machado, 33 anos, vai esclarecer se
o tiro que a matou teve entrada pelas costas ou pelo peito. Até o momento, o
delegado federal que investiga o caso não sabe se Alexandra foi morta pelo
assaltante que a fez refém ou se a professora foi atingida por um dos tiros
disparados pelos policiais militares que perseguiam o carro dela sem saber que
a mesma e um bebê estavam no veículo com o suspeito. Se o exame apontar que o
tiro que matou Alexandra teve entrada pelas costas, a possibilidade dela ter
sido morta pelas armas dos PMs ganha força. Na cidade de Bom Conselho, os
comentários são de que a professora foi morta com um tiro pelas costas.
Segundo o
assessor de comunicação da PF, Giovani Santoro, além do exame tanatoscópico, o
delegado aguarda o resultado do exame de balística que está sendo feito no
projétil encontrado no corpo de Alexandra. “Ainda não sabemos se o tiro que a matou
teve entrada pelas costas ou pelo peito. Sabemos que o corpo tinha duas
perfurações, mas é preciso saber qual é a entrada e qual é a saída. Quem vai
responder isso é o laudo tanatoscópico. Já o exame de balística, sem data para
ficar pronto, vai apontar de que arma saiu o disparo. Ainda não sabemos qual o
calibre do projétil recolhido. Enquanto isso, existem as dúvidas”, explicou
Santoro. Os papiloscopistas que farão o retrato falado dos suspeitos do assalto
viajaram ontem para Caruaru, onde a investigação está sendo concentrada pela
PF.
A dúvida
sobre a origem do tiro que matou a professora também ronda a família da vítima.
De acordo com uma parente de Alexandra que não quis se identificar, na cidade,
comenta-se que ela morreu com um tiro pelas costas. “Não podemos afirmar nada.
A polícia já está cuidando disso, mas muitas pessoas dizem que o tiro entrou
pelas costas de Alexandra. Queremos que se descubra e que seja feita justiça”,
contou. Enquanto isso, as equipes da Polícia Militar continuam as diligências
para tentar prender os dois homens que assaltaram a agência dos Correios de Bom
Conselho no final da manhã da última quarta-feira. Segundo o capitão Gilson
Cerqueira, todas as informações que estão chegando à polícia estão sendo
checadas. Até o fechamento desta edição, os suspeitos não tinham sido
localizados
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