O senador
Humberto Costa, atual líder do PT no Senado Federal, contrariou o senso comum,
propagado por militantes do PT pernambucanos. Para ele, a melhor estratégia
para o partido é não lançar candidatura própria ao Governo de Pernambuco e
apoiar ainda no primeiro turno o nome do senador Armando Monteiro Neto (PTB). O
pensamento de Humberto segue na mesma direção do já defendido pelo
ex-presidente Lula, pela presidente da República, Dilma Rousseff e pelo
presidente Nacional da sigla, deputado Rui Falcão (SP).
A equação
para resolver o problema, no Estado, não é simples. As duas reuniões ocorridas
neste ano no partido tiveram como consenso a tese de disputa da eleição com
candidatura própria, mas sem ter Armando Monteiro como adversário. A aliança
aconteceria no primeiro turno. Por essa lógica, o deputado Federal João Paulo
seria o candidato do PT. Os dois partidos, inclusive, dariam palanque a Dilma,
que tentará a reeleição tendo como adversário o governador de Pernambuco,
Eduardo Campos (PSB).
Ao falar de Eduardo Campos, Humberto Costa admitiu que o ex-aliado é mais
perigoso para o projeto do PT que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que também
vai disputar a presidência da República. Ele disse que, por isso, o PT deverá
“segurar” os partidos aliados, para evitar que eles migrem para o campo
socialista. O senador prevê, inclusive, um ano de muito embate no Senado
Federal, principalmente por causa das eleições.

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