Barracas, quiosques e restaurantes movimentam a economia durante o período junino no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. A barraca da caruaruense Jucielma Florêncio, 51 anos, vende há 13 um petisco em específico que atrai várias pessoas ao local: a tanajura. O produto é um tipo de "formiga gigante" que aparece em grande quantidade quando chove forte na região.
A batalha para conseguir as formigas e vender nas festa de junho começa nos meses de fevereiro e março, de comerciantes que compram a tanajura em outros municípios da região. "As tanajuras vêm de locais onde chove muito naquela época, como Caétes, Buíque, Panelas... onde vai caindo a turma pega e já liga para me avisar", enfatiza.
A quantidade não é suficiente e por isso ela também compra nas feiras. "Um quilo na feira custa R$ 150", comenta. Dona Jucy também explica quais são os próximos passos. "Eu pré-cozinho com água e sal e em seguida guardo no congelador. Na hora de vender, frito com manteiga e sirvo com farofa", pontua. As porções para os clientes são vendidas por R$ 10 cada.
Jucielma diz que o petisco atrai turistas para a barraca. "Gente que vem de São Paulo, do Rio de Janeiro. Muitos nem conhecem a tanajura. Teve até um turista dos Estados Unidos que filmou para levar e mostrar às pessoas", lembra.
Até quem também é comerciante e não vende a tanajura busca o produto na barraca de Dona Jucy para agradar aos clientes. "Somos apenas vizinhas de barraca mesmo. Vou lá pegar para agradar aos clientes. Tem que ir buscar, se o freguês quer. Senão o cliente vai embora", diz a comerciante Cláudia Raquel.
A tanajura que a comerciante Cláudia foi buscar era para a costureira Efigênia Agla da Silva, que gosta de apreciar o inseto. "Gosto de tudo. Ela é deliciosa, nem tem como explicar o sabor da tanajura", comenta. Já o autônomo Maurílio Silva Ferreira indica o petisco para quem nunca comeu. “Muita gente tem nojo. Eu gosto e indico para quem nunca comeu. É tudo de bom".
O biólogo Alexandre Henrique explica que a tanajura é “equivalente” à “abelha rainha”. “Ela é a fêmea que faz o vôo nupcial. O formigueiro nasce de uma tanajura. O abdômen dela é carregado de ovos e é riquíssimo em proteína. Não há problemas em ingeri-la. Foi até umarecomendação da ONU [Organização das Nações Unidas] comer insetos, visto que são a maioria dos animais. Porém, o preparo deve ser feito com higiene. Sendo bem assada, não há problemas", afirma.
nossa ninguem sabe quem apoia quem para deputado em saloá,e te digo que 11 deputado estadual vai ser votado em saloá, exemplo eu e minha familia vai votar em cadete,mais somos independentes viu, bote noticias rapaz, e começe por voce quem e seu federal e seu estadual, nos aqui da serrinha queremos saber viu,
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