RIO - O
ator, diretor e crítico de cinema José Wilker morreu neste sábado, aos 69 anos.
Ele teve um infarto enquanto dormia na casa de sua namorada, em Ipanema, na
Zona Sul do Rio de Janeiro, conforme
adiantou a coluna de Ancelmo Gois. Segundo amigos, uma ambulância chegou a
seguir para o local, mas os socorristas concluíram que não havia mais tempo de
levá-lo ao Hospital Samaritano. O velório será no Teatro Ipanema das 23h deste
sábado até 15h do domingo. O corpo será cremado às 18h no Memorial do Carmo.
Um dos
artistas mais atuantes da televisão, do teatro e do cinema brasileiros, Wilker
pôde ser visto recentemente na novela "Amor à vida" como o médico
Herbert. Também era conhecido do público como crítico de cinema, comentando a
cerimônia do Oscar e falando sobre os filmes na Globonews. Além da carreira
artística, ainda teve atuação política, presidindo a RioFilme de 2003 a 2008.
Cearense de
Juazeiro do Norte, começou trabalhando como locutor de rádio. Cinéfilo desde a
juventude, quando assistia a seriados como “Flash Gordon”, Wilker comprou seu
primeiro videocassete em 1974 e, nos anos 1990, tinha acumulado em casa uma
videoteca com cerca de quatro mil títulos. Entre seus filmes favoritos, estava
“Quanto mais quente melhor”, de Billy Wilder; “Cidadão Kane”, de Orson Welles e
“Rocco e seus irmãos”, de Luchino Visconti.
Aos 19 anos,
mudou-se para o Rio de Janeiro. Chegou a estudar Sociologia, mas abandonou o
curso para se dedicar definitivamente ao teatro. Fez sua estreia no cinema no
filme "A falecida", em 1965, apesar de seu nome não ter aparecido nos
créditos. Foi naquele ano também sua participação na montagem teatral de
"Perto do coração selvagem", obra de Clarice Lispector.

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